segunda-feira, 25 de abril de 2016

“Teatro é coisa do diabo!”, amaldiçoa pastor

Peça encenada na rua em Curitiba é interrompida por pregador

A peça “Ensaio Para uma Poética do Movimento”, que é apresentada nas ruas estreou nesta terça (19), no calçadão do Mercado das Flores, em Curitiba. A peça, cujas apresentações ocorrem todas as sextas (17h) e sábados (15h), até o fim do mês, tem a proposta de interagir com o público.
Na primeira apresentação as atrizes Ana Ferreira e Jossane Ferraz foram interrompidas por um pastor que pregava a poucos metros. Ele gritava: “Teatro é coisa do diabo! Estão todos amarrados”. Segundo o jornal Gazeta do Povo o motivo para a ira do pregador é que o som da peça estava mais alto que a caixa de som usada por ele. Os gritos do pastor interromperam momentaneamente a peça.
Ana e Jossane estavam falando ao microfone para atrair as pessoas que passavam pelo local. A apresentação continuou, cheia de improvisos, conforme era sua proposta. No fim da peça, oitos expectadores foram convidados a deitar em esteiras de palha, ao som de violino e violoncelo.

Teatro cristão em alta

Atualmente no Brasil, há um movimento crescente de companhias teatrais dentro das igrejas protestantes. Essas companhias produzem e apresentam os seus espetáculos quer para a igreja, quer para o público externo, utilizando-se do teatro como ferramenta de evangelização, porém levando concomitantemente, arte e cultura ao público que assiste. Provavelmente, a mais bem-sucedida é a Companhia de arte Nissi, cujas peças também estão disponíveis em DVD.
Porém, ainda há por parte da Igreja, discriminação contra o ministério de teatro. Um dos motivos identificados se deve ao fato, de conhecimento histórico, que foi numa espécie de ritual ao deus pagão Dionísio na Grécia Antiga que o teatro teve sua origem. Desse modo, a igreja ainda sustenta um preconceito em relação ao teatro. E sustenta também a turbulenta relação entre Teatro e Religião.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Dicionário altera definição de “família” para incluir gays

Houaiss quer verbete “sem preconceitos e limitações”

Dicionário altera definição de “família” para incluir gaysDicionário altera definição de "família" para incluir gays
A próxima edição do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa virá com o significado do termo “família” alterado. A decisão de alterar a definição é servir como um contraponto ao Estatuto da Família, que define a palavra como a relação entre um pai, uma mãe e seus filhos.
Atualmente no dicionário o termo é definido como um grupo de pessoas vivendo sob o mesmo teto. Mas para André Lima, sócio da agência NBS, tal definição “é reducionista e anacrônica”.
“O mundo é diverso, abrangente e dinâmico. A atual definição de ‘família’ é reducionista e anacrônica. O que desejamos é atualizar esta definição e contribuir para a reflexão sobre quais são os verdadeiros laços que unem as pessoas em forma de família”, disse ele.
A NBS resolveu criar a campanha #todasasfamílias pedindo para que o público sugira definições para a palavra. A partir do que for sugerido, especialistas poderão criar uma definição “sem preconceitos e limitações”.
Essa campanha tem parceria com a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio e a Associação Brasileira de Famílias Homoafetivas que estão divulgando vídeos mostrando famílias formadas por homossexuais.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Manifesto comunista: manifesto contra a família

Segundo o Manifesto, qual o fundamento da família? O capital. Como acabar com ela? Acabando com o capitalismo e a propriedade privada.
por Eguinaldo Hélio Souza

Manifesto comunista: manifesto contra a família
Sim! Também a instituição familiar foi vitima do famigeradoManifesto Comunista. Nem ela escapou! Basta ler. Como sempre, seu conteúdo sintético condensa a visão revolucionária contra a realidade e a tradição. O ódio à instituição familiar se justifica pelos mesmos falsos argumentos de sempre.
“Abolição da família! Até os mais radicais ficam indignados diante desse desígnio infame dos comunistas. Sobre que fundamento repousa a família atual, a família burguesa? No capital, no ganho individual.
A família, na sua plenitude, só existe para a burguesia, mas encontra seu complemento na supressão forçada da família para o proletário e na prostituição pública.
A família burguesa desvanece-se naturalmente com o desvanecer de seu complemento. E uma e outra desaparecerão com o desaparecimento do capital.” [1]
Segundo o Manifesto, qual o fundamento da família? O capital. Como acabar com ela? Acabando com o capitalismo e a propriedade privada. Enquanto a moral judaico-cristã compreende a importância da família e luta para que ela se mantenha coesa, o comunismo a despreza, a desvaloriza e lança contra ela seu veneno.
A Lei da Palmada nada mais do que afronta marxista contra a autoridade paterna. O feminismo nada mais do que a luta de classes transferida para a identidade sexual. A defesa da união entre pessoas do mesmo sexo, nada mais é do que uma tentativa maquiavélica de anular o sentido de família, pois se família é qualquer coisa que se denomine família, então nada é família.
Friedrich Engels, buldogue de Marx, escreveu:
“A monogamia não aparece na história, portanto, como uma reconciliação entre o homem e a mulher e, menos ainda, como forma mais elevada de matrimônio. Pelo contrário, ela surge sob a forma de escravização de um sexo pelo outro, como a proclamação de um conflito entre os sexos, ignorado, até então, na pré-história. (…) Hoje posso acrescentar: o primeiro antagonismo de classes que apareceu na história coincide com o antagonismo entre o homem e a mulher na monogamia; e a primeira opressão de classes, com a opressão do sexo feminino pelo masculino”[2]
E continua:
“A família individual moderna baseia-se na escravidão doméstica, franca ou dissimulada, da mulher, e a sociedade moderna é uma massa de cujas moléculas são as famílias individuais”[3]
O Manifesto é também entre  outras coisas um libelo contra a família, cujas ideias são ampliadas na obra de Engels:
“Então é que se há de ver que a libertação da mulher exige, como primeira condição, a reincorporação de todo o sexo feminino à indústria social, o que, por sua vez, requer a supressão da família monogâmica como unidade econômica da sociedade”[4]
Bastaria ouvir minha esposa para desmascarar tamanha besteira. Entretanto, e infelizmente, nem sempre as novas gerações são tão sábias quanto ela, e, inoculadas com veneno marxista, muitos só mais tarde compreendem as bênçãos de uma família estável em um mundo instável.
No entanto, o marxismo não é apenas inimigo da família. Ele é inimigo do conceito de família. Não devemos ficar admirados se em uma cultura marxizada a família sofre todo tipo de ataques e distorções.
As ideias marxistas sobre família fizeram parte da Revolução Bolchevique: “Muitos bolcheviques acreditavam que a família, sendo uma instituição baseada na propriedade privada, seria abolida em uma sociedade comunista, com o Estado assumindo a responsabilidade de cuidar das crianças e do trabalho doméstico”[5]. E se os pais educassem seus filhos conforme seus valores e não conforme os valores da revolução marxista, então esses filhos podiam rebelar-se com o total apoio do Estado. “Se os pais persistem em transformar os filhos em pequenos senhores ou em místicos bitolados, então as crianças tem o direito ético de abandoná-los”[6]. É marxismo pisando a ética judaico-cristã, o mandamento de honrar pai e mãe. Em primeiro lugar vem a submissão ao Estado-Leviatã.
Na década de 1980, Marilena Chauí lançou seu livro “O que é ideologia?” E nele já estavam contidos ataques à família, bem como a defesa da união homossexual. Temos hoje o resultado de décadas de doutrinação.
“Se a ideologia [capitalista] mostrasse todos os aspectos que constituem a realidade das famílias no sistema capitalista, se mostrasse como a repressão da sexualidade está ligada a essas estruturas familiares (condenação do adultério, do homossexualismo, do aborto, defesa da virgindade e do heterossexualismo, diminuição do prazer sexual para o trabalhador porque o sexo diminui a rentabilidade e produtividade do trabalho alienado), como, então, a ideologia manteria a ideia e o ideal da Família? Como faria, por exemplo, para justificar uma sexualidade que não estivesse legitimada pela procriação, pelo Pai e pela Mãe? Não pode fazer isto. Não pode dizer isto”[7] Para ela a família não é uma necessidade da estrutura social. É apenas uma conveniência humana que se opõe á religião de Marx. Precisa ser destruída.
Este é mais um dos pontos que torna o Manifesto Comunista o pior livro do Ocidente. Sua defesa do Estado monstro, seu anti-cristianismo, sua defesa da violência política, são motivos suficientes para que sua leitura seja, senão suprimida, pelo menos contraindicada. Sua venda deveria ser feita sob um rótulo: “Cuidado, esta leitura é prejudicial à sua existência e à existência de toda a humanidade”. A história universal que o diga. E nossa história também.
[1] MARX, K. e  ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: Global Editora, 1986, p. 32
[2] ENGELS, Friedrich. A origem da família, da propriedade privada e do Estado. Rio de Janeiro: Best Bolso, 2014, p. 79
[3] ENGELS, Friedrich. Op. Cit. p. 89
[4] Op. cit. p. 90
[5] SMITH S.A. Revolução Russa. Porto Alegre: L&PM, 2013, p. 160
[6] SMITH S.A. Op. Cit p.163
[7] CHAUÍ, Marilena. O que é ideologia. São Paulo: Brasiliense, 1980, p. 118

terça-feira, 5 de abril de 2016

Malafaia acusa pastores que defendem o PT de receberem dinheiro

Ele cita que muitos possuem ONGs que recebem verbas públicas

Malafaia acusa pastores que defendem o PT de receberem dinheiro"Pastores que defendem PT recebem dinheiro do governo"
O pastor Silas Malafaia reclamou mais uma vez dos líderes evangélicos que estão apoiando a presidente Dilma Rousseff, se colocando contra o impeachment.
Em um vídeo, o pastor assembleiano afirma que se sentiria envergonhado se fosse um desses pastores e diz que eles não representam os evangélicos.
“Esses caras não representam nem 1% dos evangélicos”, disse Malafaia sobre a quantidade de membros das igrejas lideradas pelos pastores que defendem o governo do PT.
Malafaia ainda acusa que muitos deles possuem ONGs que recebem valores dos cofres públicos para manterem suas instituições. “O mentor, o mediador, mama nas tetas do governo e grande parte deles tem ONGs… foram comprados. Estão no bolso do PT. Eu tenho vergonha! Que moral esses caras têm para serem contra o impeachment? Nenhuma!”
O pastor presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo criticou a teologia da Missão Integral dizendo que ela está mais para comunismo, do que para o cristianismo. “Conversa fiada rapaz, você está comendo grana. Você foi comprado para fazer esse joguinho sujo e mesquinho”, disse em possível referencia a Ariovaldo Ramos, um dos expoentes da Missão Integral no Brasil.
Quando esses pastores afirmam que não querem ser comparados com pastores “conservadores e fundamentalistas”, Malafaia ironiza, dizendo que tem honra de dizer que é conservador: “Eu conservo a Palavra!”
Para ele, ninguém pode falar em nome de todos os evangélicos, já que a religião é subdividida em denominações diferentes com pensamentos e posições políticas diferentes.
Assista:

Congresso dos Gideões Missionários chega a 34ª edição

Das 7h às 23h de todos os dias de congresso haverão cultos ininterruptos com entrada gratuita

Congresso dos Gideões Missionários chega a 34ª ediçãoCongresso dos Gideões Missionários chega a 34ª edição
O Congresso Internacional Gideões Missionários da Última Hora (GMUH) de 2016 acontecerá entre os dias 23 de abril e 3 maio na cidade de Camboriú, em Santa Catarina.
Essa é a 34º edição do maior evento pentecostal do país que atrai evangélicos de todos os estados brasileiros e muitos participantes vindos de outros países.
Durante todos os dias de congressos acontecerão cultos entre as 7h e as 23h sem intervalos, tendo a participação de dezenas de preletores e cantores.
Na lista de pregadores encontramos nomes como Marco Feliciano, Samuel Mariano e muitos outros como você pode ver na lista oficial de preletores do evento.
Os cultos acontecem no Ginásio Irineu Bornhausen, Pavilhão dos Gideões e Tenda da Igreja Assembleia de Deus de Camboriú. A entrada nos cultos é totalmente gratuita e quem não puder participar pessoalmente poderá acompanhar a programação ao vivo pela internet.

Bancada evangélica está dividida sobre o Impeachment

Precisamos orar e agir, pede Sóstenes Cavalcante

Bancada evangélica está dividida sobre o ImpeachmentBancada evangélica está dividida sobre o Impeachment
O portal Gospel Prime está em Brasília para acompanhar o movimento pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Nesta segunda (4), acompanhamos os debates da comissão que discute o assunto. Vários membros da bancada evangélica estavam presentes, mas não há unanimidade no pensamento. Alguns estão indecisos e uma minoria é contra.
O pastor Sóstenes Cavalcante (DEM/RJ) explica que os deputados federais que compõem a frente parlamentar evangélica possuem opiniões distintas na questão do impedimento da presidente. Diferentemente do que ocorre em questões que dizem respeito à família, ou em assuntos morais, não é uma “questão fechada”.
Questionado sobre a divisão em três grupos, ele ressalta que os eleitores devem pressionar os deputados em quem votaram para que se posicionem. O assunto é grave e o futuro da nação passa pela decisão tomada pelo Congresso.
Parlamentares-e-Impeachment---Contra
O parlamentar acredita que todos os cidadãos deveriam se posicionar e se envolver na questão de alguma forma. Aos que são evangélicos e defendem que o mandamento é para apenas orarmos pelas autoridades constituídas, ele lembra que Jesus nunca anulou a “cidadania terrenal”.
“Precisamos entender que pagamos os nossos impostos. Temos deveres para com o Estado, mas também temos direitos”, assevera. “No mundo espiritual nós, como evangélicos, sabemos lutar através da oração, da leitura da Bíblia e do jejum. Na cidadania terrenal, temos que nos manifestar e protestar sim”, defende Sóstenes, que também é pastor da Assembleia de Deus.
Parlamentares-e-Impeachment---Indecisos
Para ele, não podemos suportar mais tantos problemas causados pela corrupção. Sem deixar de orar, é importantíssima a participação dos evangélicos. Ele faz um apelo para que os evangélicos acompanhem de perto como votam os deputados eleitos pelos partidos: PP, PR, PSD e PRB.
Ele denuncia que existem muitos parlamentares que estão sendo “altamente assediados pelo palácio do Planalto”. Existiria a oferta de até 400 mil reais para que os deputados não compareçam no dia da votação do impeachment. Ou seja, eles não precisariam se posicionar contrários, bastaria não aparecer nesse dia. Sendo assim, não se atingiria os 342 votos necessários.
Assista a entrevista com Sóstenes Cavalcante:
Parlamentares-e-Impeachment---A-Favor