sexta-feira, 10 de abril de 2020

Pastor de 90 anos que sobreviveu ao câncer é curado do coronavírus

“Deus curou meu pai”, diz filho de José Lopez.
Neto Gregório
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Pastor José Lopez. (Foto: Reprodução / Facebook)
“Causo a morte e dou a vida, causo a ferida e faço sarar“, lembra Deus ao povo de Israel – e a nós – em Deuteronômio 32:39. A vida do pastor José Lopez, de 90 anos, com histórico de câncer e diabetes e que está curado do coronavírus parece ser a demonstração exata dessa verdade divina.
“Deus o curou. Por toda a saúde do meu pai – meu pai não deveria estar vivo”, testemunha Hector Lopez, filho da vítima de coronavírus.
Hector contra que foi até a casa do seu pai para se despedir dele. A família não havia contado ao pastor que ele estava infectado.  Alguns dias após a hospitalização e o teste positivo, os médicos disseram que o vírus havia começado a desaparecer.
O testemunho foi contado à filial da rede de TV CBS, em Sacramento. O pastor José frequenta a Lathrop Community Church em Lathrop, Califórnia (EUA).
O número de pessoas curadas do coronavírus passou de 300 mil em todo o mundo.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Pastor lembra a importância de ofertar, mesmo em tempos de crise

“Princípios bíblicos não são circunstanciais”, ensina Luciano Subirá.
Neto Gregório
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Pastor Luciano Subirá. (Foto: Reprodução / Instagram)
Luciano Subirá, pastor da Comunidade Alcance, em Curitiba (PR) ensinou os evangélicos como devem dizimar, ofertar e contribuir em tempos de crise e lembrou que os princípios bíblicos são “inegociáveis”.
Subirá cita o exemplo de Sadraque, Mesaque e Abednego para defender que as verdades bíblicas não estão ligadas às circunstâncias. “Seria justo dizer que os amigos de Daniel deveriam ter si dobrado diante da estátua, apesar do mandamento divino condenar a idolatria?”, questiona.
“Será que a gente poderia criar uma desculpa circunstancial? ‘Mas a vida deles estava em risco, eles estavam sendo ameaçados'”, contesta.
O pastor afirma que o princípio da contribuição não mudou só porque estamos no meio de uma crise, mas salientou que “a quantidade que você pode contribuir com certeza será afetada, mas a disposição e o princípio de dar são inegociáveis”.

Sem renda, sem dízimo

Utilizando ensinos do apóstolo Paulo, o pastor explica que as contribuições são “conforme a sua prosperidade”. Ensina também que se a contribuição é proporcional à renda e o fiel não está gerando renda, logo, “não há necessidade de dízimo, nem pensar em contribuição”.
“Se algumas igrejas estão oprimindo ou manipulando as pessoas a contribuir, elas estão erradas”, mas não é “porque uns estão fazendo da forma errada, que isso [contribuição] deixou de ser um princípio bíblico”, assevera.
Assista:

Aumenta procura por Bíblias em meio à pandemia

“Há um desejo de se conectar com Deus, encontrar significado e experimentar a paz”, diz editor.
Neto Gregório
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Mulher com as mãos em oração em cima da Bíblia. (Foto: Envato / halfpoint)
A incerteza e o medo causados pela pandemia global de Covid-19 têm levado a um aumento na busca por ajuda divina. Editores norte-americanos afirma que estão batendo recordes de vendas de exemplares da Bíblia.
As pessoas estão buscando por esperança e restauração, disse à Fox News Brian Chung, cofundador da Alabaster, uma editora cristã.
“Mesmo em meio a sofrimento e dificuldades financeiras, continuamos vendo as pessoas se envolverem com a Alabaster, utilizando nossos recursos gratuitos e comprando Bíblias como presentes encorajadores para os entes queridos”, acrescenta.
“Acreditamos que as pessoas estão comprando Bíblias porque há um desejo de se conectar com Deus, encontrar significado e experimentar a paz”, enfatiza Chung. Para ajudar com a crise, a empresa está doando 100% da receita de um de seus livros para equipes médicas.
A LifeWay, ministério com estudos bíblicos e recursos cristãos, também experimentou um aumento na audiência em 62%.
“Acreditamos que isso não é acidente, pois as pessoas costumam ir à Bíblia como fonte de esperança em tempos de crise e incerteza”, diz Ben Mandrell, CEO da LifeWay. “As pessoas tiram esperança das Escrituras porque nela veem um Deus que está conosco durante nosso sofrimento.”

terça-feira, 7 de abril de 2020

“A igreja sempre cresceu em cenários de crise”, lembra pastor

Luciano Subirá fala sobre como a igreja deve se mover e o que Deus está dizendo em meio à pandemia.
Neto Gregório
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Luciano Subirá. (Foto: Reprodução / Instagram)
Continuando a nossa série de entrevistas com líderes e pastores de diversas denominações para entender o momento que estamos vivendo, como a igreja deve se portar e o que Deus está dizendo ao mundo, conversamos com o pastor Luciano Subirá.
Luciano Subirá é coordenador do Orvalho.com, um ministério de ensino bíblico interdenominacional. É autor de diversos livros, entre eles “Até que nada mais importe” e “Impacto da santidade” e conferencista nacional e internacional. Pastor há 26 anos, é casado com Kelly e pai de Israel e Lissa.
Para Subirá, o papel da igreja em meio à pandemia de Covid-19 continua o mesmo. “A evangelização do mundo, o cuidado, treinamento, preparação e o envio dos novos convertidos para que estes, por sua vez, façam a mesma coisa e que o ciclo não seja quebrado”, afirma.
O pastor acredita que há “oportunidades ampliadas” para igreja nesse momento. “Tem muita gente fragilizada, chocada em como a vida e o mundo podem mudar de uma hora para outra”, assevera. “As pessoas estão mais vulneráveis à ação do evangelho”, afirma.
“Não deveríamos nos assustar diante de uma crise”, lembra o pastor, mas, mesmo que estejamos “alarmados”, isso pode servir para “um despertamento” espiritual dos cristãos.
O teólogo cita o capítulo 12 de Hebreus e diz que Deus está “abalando as coisas abaláveis para que as inabaláveis permaneçam – o reino de Deus”. Luciano aconselha os cristãos a “ir direto ao ponto e ‘colocar o dedo na ferida'” lembrando aos não-cristãos de se voltarem para Deus nesse tempo de crise.

O que podemos aprender?

Para o pastor, “o formato como vivemos e praticamos igreja sofreu reviravoltas”. Ele acredita que igrejas com grupos pequenos (células) e que se dedicaram a comunicação estão conseguindo, apesar da quarentena, “manter um pouco mais de contato”, outras, por sua vez, “estão completamente desconectadas”.
“As coisas não vão voltar a ser como eram antes”, enfatiza. “Nós vamos aprender a usar melhor as ferramentas que negligenciamos e, que, mesmo depois da crise, vão ser importantíssimas”, observa.
Subirá cita uma analogia que ouviu de um amigo sobre a água e a garrafa de água, lembrando que a água não vence, mas a garrafa de água tem prazo de validade. “O evangelho é o mesmo, mas o formato que a gente decidiu viver” pode ter vencido.
“Há um evangelho sendo pregado que leva as pessoas a confiar demais naquilo que é terreno, em vez de tratar como passageiro”, lamenta.
“Eu acredito que vamos ter uma grande reviravolta na aplicação prática do cristianismo”, afirma e exemplifica que muitas pessoas não estão conseguindo se manter com a família dentro de casa. “A pandemia não trouxe problemas, ela está revelando problemas”.

O que se modificará?

“Precisamos entender que a igreja nunca foi o prédio, o auditório, nem o templo”, diz. Ele ensina que para um cristão primitivo, se alguém falasse em “ir à igreja” causaria uma confusão, porque naquele tempo a “igreja eram os santos, não um local de reunião”.
O pastor defende que “fundamentos como este precisam ser resgatados” e que nesse momento de isolamento e quarentena, nós podemos “assimilar melhor” o que é isso.
Precisamos “trabalhar melhor o conceito de ser igreja” e a maneira como entendemos o corpo de Cristo, afirma.
Subirá cita com entusiasmo exemplos da igreja brasileira onde “muito crente tem ajudado ao próximo” como igrejas distribuindo alimentos, ajudando idosos, fomentando o contato entre empreendedores entre outros.
Para ele, são os relacionamentos que “merecem mais nossa atenção” nesse momento.
Luciano Subirá no The Send (Foto: Renato Lied)

Estamos preparados?

“A igreja sempre se fortaleceu e sempre cresceu em cenários de crise”, ensina. “Mesmo que a gente não se sinta tão preparado para atender um mundo em pânico”, diz, “eu acredito que estamos em condições melhores do que o resto do mundo”.O pastor cita o caráter comunitário da igreja e a forma como os relacionamentos funcionam em uma comunidade, nos colocando “a frente daqueles que estão sozinhos”. “Me disseram que os crentes italianos estão assustados, mas os não-crentes estão apavorados”, conta.
“Não é que o cristão não sentirá medo”, salienta, mas é que estamos num lugar “que temos recursos para gerenciar nossos problemas”.
“A igreja vai descobrir muitas limitações”, mas também “descobrirá que tem graça e sabedoria do alto” para criar estratégias e “tocar e servir o mundo” em meio à pandemia.
“Nós vamos nos sair melhor do que muitos estão esperando, porque veremos a manifestação da graça e do socorro do alto”, profetiza.

O que Deus está dizendo?

“Deus está tentando chamar a atenção do homem”, afirma.
O pastor cita o episódio em que Cristo vai curar um cego e os discípulos o questionam sobre quem havia pecado – ele ou seus pais-, ao passo que Jesus responde que o motivo maior era para que se manifestasse a glória de Deus.
“A razão pela qual o problema surgiu não é mais importante. Importante é entender como Deus pode gerenciar e reverter algo para que sirva para a glória Dele”, ensina. “Deus está chamando nossa atenção para Ele”, completa.
Conclui citando as aflições vividas pelo apóstolo Paulo que mesmo na fartura ou na necessidade, estava sempre alegre. “Posso todas as coisas… enfrentando a prosperidade sorrindo, mas posso enfrentar a escassez sorrindo”.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Como está a situação da sua igreja na quarentena?

Pesquisa para líderes eclesiásticos, a fim de entender melhor como está a situação da sua região
Direito Religioso
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Pastor sentado no púlpito da igreja. (Foto: Ben White / Unsplash)
O mundo está vivendo uma crise sem precedentes pelos riscos do Covid-19. Em cada país, medidas estão sendo tomadas para minimizar os efeitos da contaminação em massa.
No Brasil, onde vivemos sob o modelo colaborativo de laicidade, as igrejas, assim como outras organizações religiosas, estão cooperando com o poder público, transferindo suas reuniões, cultos e outras atividades, para a plataforma online, a fim de evitar a contágio pela aglomeração de pessoas.
Para que tais medidas alternativas aconteçam, os locais de culto são utilizados como base para a transmissão das celebrações, reuniões de oração e assim por diante. Se a igreja tem um pequeno grupo de louvor, os membros dispõem-se a ir até o local da gravação, para que os fiéis – em suas residências – possam também louvar.
Padres transmitem as missas online, e levam, mesmo que por uma câmera, a beleza dos ícones para estimular a devoção daqueles que creem. São bálsamos em meio ao caos.
O “x” da questão é que alguns municípios, baseados em uma concepção distorcida da quarentena, querem proibir até mesmo a transmissão de cultos virtuais, direta ou indiretamente.
Desde proibição de abertura dos templos, até agentes da administração interrompendo o ato do culto e impedindo a continuidade do momento sagrado que estava a ser transmitido pela internet.
Um exemplo ocorreu em Fortaleza, onde o pastor Marcio Prado, da Igreja Vida Nova em Cristo, foi obrigado a parar o culto online e fechar as portas da igreja.
Para evitar constrangimentos como este, o Presidente da República expediu do Decreto nº 10.292 de 2020, que destaca as atividades religiosas como serviço essencial, visando proteger o sentimento religioso e evitar excessos.
Com o objetivo de saber se a municipalidade está cumprindo a determinação presidencial que foi corroborada pelo TRF-2, lançamos aqui uma pesquisa para líderes eclesiásticos, a fim de entender melhor como está a situação da sua região e como nós, do Direito Religioso, podemos servir melhor às igrejas.
* Se você não é líder, compartilhe com aqueles que você conhece!

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Equipes médicas clamam no terraço de hospitais: “cobertos de oração”

Coronavírus tem despertado a igreja para o poder da oração
Neto Gregório
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Equipe médica clama no Jackson South Medical Center. (Foto: Divulgação)
A pandemia global de Covid-19, causada pelo novo coronavírus tem servido para despertar a igreja. Cristãos (e não cristãos) tem clamado aos céus e buscado ajuda divina neste momento de medo e pânico.
Um exemplo claro disso são os enfermeiros e equipes médicas subindo aos terraços dos hospitais em clamor e intercessão.
“Nossa equipe fez uma oração, pedindo orientação e proteção a Deus enquanto estamos no trabalho”, revelou Danny Rodriguez à Fox News. Ele é técnico de emergência no Jackson South Medical Center, na Flórida (EUA).
Enfermeiras clamam no Vanderbilt University Medical Center. (Foto: Reprodução / Twitter)
Outro momento poderoso foi compartilhado no Twitter por um grupo de enfermeiras de Nashville, no Vanderbilt University Medical Center.
“Sentimos a presença de Deus ao vento”, revelou Angela Gleaves, enfermeira do setor obstetrício. “Foi bom fazer isso com algumas das minhas colegas de trabalho”, completou dizendo que “todos estão cobertos de oração”.
Que essa atitude possa inspirar médicos e enfermeiros brasileiros e que os hospitais de nosso país se encham de oração.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

TRF-2 derruba decisão que permitia fechar igrejas durante pandemia

Desembargador lembrou ao juiz que ele não deveria “se intrometer em considerações de ordem política”
Neto Gregório
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André Mendonça, chefe da AGU. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
O Tribunal Regional Federal da 2ª Região atendeu ao pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e derrubou a decisão do juiz Márcio Santoro da Rocha que permitia fechar igrejas em meio à pandemia de Covid-19.
O desembargador lembrou ao magistrado da primeira instância que “descabe ao Poder Judiciário se intrometer em considerações de ordem política, uma vez que seu compromisso é exclusivamente com a técnica, com a correta interpretação das leis, sejam substantivas ou processuais, e com o respeito à Lei Maior”.
Márcio Santoro havia suspendido decreto editado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que incluía igrejas nas atividades essenciais que não poderiam fechar durante a crise da peste chinesa.
André Mendonça, chefe da AGU, afirmou que “não podemos esquecer o relevante trabalho social que elas prestam à sociedade, além da saúde espiritual”. O ministro disse que com “bom senso” e seguindo as medidas propostas pelas autoridades, as igrejas poderiam permanecer abertas.
O presidente, por sua vez, tem sido um árduo defensor de que igrejas devem permanecer abertas por serem “o último refúgio das pessoas”. Bolsonaro afirma que “o pastor vai saber conduzir seu culto. Ele vai ter consciência – o pastor, o padre -, se a igreja está muito cheia, falar alguma coisa. Ele vai decidir lá”.