sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Um Jesus negro faz mais sentido historicamente, defende pastor no Encontro com Fátima

Henrique Vieira falou sobre racismo e disse que evangélicos e praticantes de candomblé são “irmãos”


Pastor defende "Jesus negro" no Encontro
O programa matutino Encontro, da rede Globo, desta quinta (23) teve o racismo como temática. Entre os convidados de Fátima Bernardes estava o pastor Henrique Vieira, da Igreja Batista do Caminho.
Militante do PSOL, ex-vereador da cidade de Niterói e atual assessor do deputado Marcelo Freixo, Vieira é conhecido por sua postura progressista, o que deixou claro em sua fala no programa.
A reportagem do Encontro mostrou um evento onde líderes candomblecistas e pastores evangélicos se reuniam em uma manifestação ecumênica dentro do terreiro que foi incendiado em 2014 e está sendo reconstruído, em parte devido a doações de igrejas. O evento, que teve a participação do cantor gospel Kleber Lucas, foi bastante debatido nas redes sociais.
Segundo a produção do programa global, Vieira “prega a confluência e busca o diálogo entre as religiões”. Durante sua participação, o pastor disse que os praticantes de religiões de matriz africana e os evangélicos são “irmãos”.
Mas talvez a afirmação mais surpreendente dada por ele foi que “o racismo também influenciou as próprias imagens cristãs”. Ele citou um exemplo, afirmando que “tem crianças negras que não podem representar Jesus em uma peça de teatro, por que a ideia hegemônica é que Jesus é branco e a ideia de um Jesus negro, que faz mais sentido historicamente, incomoda, causa um certo estranhamento”.
Essa defesa de Vieira não é nova. Ele já gravou um vídeo onde tenta argumentar que a imagem que se tem de um “Jesus branco” era conveniente para “tentar justificar a inferioridade dos escravos africanos e dos indígenas, porque um Jesus negro… que se junta aos oprimidos seria uma ameaça ao poder”.
Ainda segundo o pastor, que não apresenta nenhum tipo de comprovação de sua teoria, a forma de Jesus ensinar eram “narrativas ou histórias africanas”. Ele insiste que “historicamente, teologicamente, Jesus é negro e afirmar que Jesus é negro… quer dizer que Jesus assume esse lugar, essa luta, essa resistência dos oprimidos, contra os privilégios e as injustiças”.
Assista:

Agências da ONU fazem pressão para que Brasil legalize o aborto

Frente Parlamentar Evangélica diz que ONU se deixa intimidar pelos militantes LGBT


Agências da ONU fazem pressão para que Brasil legalize o aborto
Uma declaração conjunta de agências da Organização das Nações Unidas (ONU), classificou de “retrocesso” a provável aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 181, mais conhecida como “PEC da Vida”. Caso passe pelo plenário da Câmara dos Deputados, poderá barrar o aborto no país, agenda que vem sendo empurrada pela esquerda desde o primeiro governo Dilma Rousseff.
Dizer que o aborto já é legal no Brasil é um exagero, uma vez que não há lei específica sobre isso. O que existe é uma decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que não viu crime a interrupção voluntária da gestação durante o primeiro trimestre. Para ter força de lei, a decisão precisaria ser tomada pelo plenário do STF como um todo, o que nunca aconteceu.
No comunicado, a ONU alega que a proibição do aborto colocaria em risco a saúde física e mental de mulheres e meninas, o que pode constituir “tortura, e/ou tratamento cruel, desumano ou degradante.”
O executivo vem mantendo silêncio sobre a discussão. Mas chama atenção que o tema tenha mobilizado organismos internacionais. A agenda abortista das Nações Unidas é antiga. A organização promove anualmente o Dia de Ação Global para o Acesso ao Aborto Seguro e Legal.
O texto da PEC 181 aprovado na Comissão especial, que teve grande influência da bancada evangélica, pede uma mudança na Constituição para que a vida seja considerada inviolável desde a concepção e não mais como é hoje, somente após o nascimento. A proposta ainda precisa seguir para o Plenário. Para sua aprovação são necessários 308 votos, em dois turnos.
Diferentes juristas vêm debatendo os efeitos da aprovação da PEC, já que essa mudança poderia redefinir as situações em que uma interrupção da gravidez seria permitida. Pelas atuais regras, o aborto não é punido em três casos: gravidez resultante de estupro; quando há risco de a mãe morrer se levar adiante a gravidez; ou quando o feto sofre de anencefalia.
Os especialistas acreditam ainda que a palavra final poderia ficar com o STF, pois devem ser impetradas ações que questionariam a constitucionalidade da emenda.
O deputado federal Hidekazu Takayama (PSC/PR), presidente da Frente Parlamentar Evangélica, afirmou ao Gospel Prime: “Infelizmente a ONU, uma organização fundada com o objetivo de manter a paz e a segurança no mundo, se deixou intimidar com os ataques dos militantes LGBT. Agora, eles enviam mensagens de ódio e distorcem o conteúdo da PEC da Vide que, ironicamente, é chamada por alguns veículos de comunicação de PEC da Morte. Culpam a bancada evangélica de retrocesso. Mas acreditamos que o direito à vida deve ser desde a concepção, e não no nascimento. Não há nenhum texto proibindo o aborto em casos de estupro. Não queremos punir as mulheres. Queremos proteger nossas crianças.” Com informações de Estadão e G1

Com bolo de Pabllo Vittar, menino de 12 anos beija “namorado” em festa de aniversário

Vídeo viral escancara o perigo da erotização infantil


Menino de 12 anos beija "namorado" em festa de aniversário
Viralizou nas redes sociais do Brasil um vídeo que caracteriza bem como as crianças do país estão sendo erotizadas e estimuladas ao comportamento resultante da “ideologia de gênero”.
O material, que tem cerca de um minuto mostra um menino no seu aniversário de 12 anos beijando seu “namorado” de 14. Cercado pela família, eles cantam ”parabéns a você” com uma letra modificada, recheada de citações sexuais.
Chama atenção ainda que o tema da festa é a drag queen ‘Pabllo Vittar’. Além do bolo com a foto da “drag” – que ganhou projeção graças a uma música com a funkeira Anitta –  também há fotos de Vittar coladas na parede.
O assunto gerou amplo debate nas redes, com a maioria das pessoas se mostrando contrárias. Em especial por que pelo Artigo 217-A do Código Penal, é crime “Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos”.
O jornalista conservador Paulo Eduardo Martins, um dos primeiros a denunciar o vídeo, escreveu: “É bizarro o que os esquerdistas fizeram com as nossas crianças. Sexualizaram a infância e induziram aqueles que ainda não têm condições de discernimento a escolherem sobre caminhos aos quais ainda não estão preparados para seguir. Eu lamento pelos garotos do vídeo, lamento por outras crianças que se enquadram no exemplo desses garotos. Não lamento pelos adultos responsáveis por todo esse processo cultural, esses eu tenho o dever de combater”.
Contatada pelo Gospel Prime a psicóloga cristã Marisa Lobo, comenta: “Para onde estamos levando nossas crianças? Muitos vão achar absurdo, outros podem achar lindo. Como psicóloga que milita pela proteção da infância, acho desesperador e perverso ver crianças tão erotizadas sendo usadas como bandeira LGBTTQI para fazer caminhar suas agendas. Sendo uma menina e um menino (hetero) ou, como nessa situação, dos meninos é extremamente preocupante”.
Marisa, que já escreveu um livro denunciando a nefasta influência da ideologia de gênero sobre as crianças, lembra ainda que “No caso dos meninos, a maneira de fazer sexo (anal) gera uma infinidade de problemas e infecções, algo negligenciado pelo ativismo que expõe os meninos a esse e outros riscos. Crianças são crianças! Com 12 anos, o menino do vídeo é criança para o ECA, para a lei, para a saúde mental e, principalmente, para as ciências biológicas. Crianças nessa idade estão ainda em formação, maturação biológica e psicológica e falar do ânus, como na música cantada na festa, como se fosse um prêmio ou um batismo é, no mínimo, desastroso”.
A psicóloga assevera que “Não é uma fantasia inocente. O vídeo mostra crianças relativizando a sexualidade, sendo estimuladas sexualmente. Pelo código penal Brasileiro isso é crime. Lamento que o movimento LGBTTQI não enxergue a verdade assustadora de que esta negligenciando a infância tratando-a como adulto somente vai arruinar essa criança no futuro. Não podemos nos conformar com a aceitação da erotização na infância, pois escancara as portas para a pedofilia”.
A pastora Damares Alves, que também é assessora jurídica da Frente Parlamentar Evangélica, já vem denunciando esse problema há anos.
“A igreja evangélica brasileira passa por grandes desafios”, afirma, alertando que enquanto algumas igrejas só se preocupam com riquezas, há pessoas que estão tentando influenciar as crianças com o intuito de destruir a infância e ensinar a homossexualidade e a erotização.
O portal Gospel Prime condena a prática, por isso se reserva o direito de não embedar o vídeo.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Criadora da ideologia de gênero vem ao Brasil e mais de 120 mil protestam

Marco Feliciano diz que Judith Butler não é bem-vinda ao país


Criadora da ideologia de gênero vem ao Brasil
O Brasil mudou. Fartos da imposição das agendas globalistas dos movimentos de esquerda, desde o movimento pelo impeachment de Dilma Rousseff parece que a população não está mais disposta a engolir tudo que lhe é empurrado pela mídia.
Em 2015, a norte-americana Judith Butler esteve no Brasil, e apenas um pequeno grupo da TFP (Tradição, Família e Propriedade) protestou. Considerada a criadora do conceito da “ideologia de gênero”, a doutora em Filosofia pela Universidade Yale e professora de Retórica e Literatura Comparada da UC Berkeley, vem defendendo que gênero é uma construção social desde 1988, quando lançou o livro Performative Acts and Gender Constitution, inédito no Brasil.


Dois anos mais tarde publicou sua obra mais conhecida, “Problemas de Gênero, Feminismo e Subversão da Identidade”, onde afirma que seria necessário “desconstruir as ligações entre sexo e gênero”, ignorando a biologia, pois os gêneros são “flexíveis e de flutuação livre”.
Corta para 2017 e vemos que existe uma petição na Internet pedindo que o SESC Pompeia cancele a presença de Judith Butler no seminário “Os fins da democracia”, que ocorrerá entre 7 e 9 de novembro.
Até o momento são mais de 120 mil assinaturas de brasileiros insatisfeitos com a presença dela no país. O evento é organizado pelo Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP). Ou seja, tudo patrocinado com dinheiro público, uma vez que a USP é mantida pelo Estado de São Paulo e o SESC com verbas federais.


Butler é lésbica e admite ser uma militante LGBT. Seus livros abordam elementos de psicologia, sociologia e política. Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, na sua primeira vinda ao Brasil, ela disse que “[os conservadores] não entendem que o que se defende é que a justiça social não vai ser construída sem o fim da discriminação de gênero”.
Ao abordar a contrariedade das pessoas religiosas, sobretudo os cristãos, com o que ela ensina, disparou: “Muitas pessoas cresceram em ambientes religiosos em que você é ensinado qual é o papel adequado sobre sexualidade, que está ligada a reprodução, que deve acontecer dentro da família, que é heterossexual. Esse é o seu senso de realidade dessas pessoas, de seus pais e seus avôs… essas pessoas que estão raivosas não querem que o mundo mude, mas elas precisam aceitar que o mundo já mudou, independente do que elas acham.”


Além das várias manifestações contrárias a vinda da filósofa nas redes sociais, com uma campanha organizada por diferentes grupos conservadores, a questão também se tornou política.
Como se sabe, a vinda de Judith ao país é apenas mais um capítulo na tentativa das Nações Unidas em gerar uma aceitação total da “ideologia de gênero” e ensiná-la nas escolas para as crianças de todo o mundo.

Reação política

O senador Magno Malta (PR/ES) e o deputado federal Marco Feliciano (PSC/SP) fizeram declarações públicas, mostrando sua contrariedade com a presença de Butler por aqui. Feliciano chegou a dizer que o evento do SESC “vai fazer parecer inocentes a exposição do Santander, o peladão do MAM ou mesmo os trans da novela”. Pediu que seus seguidores protestassem na internet, que Butler não é bem-vinda no país e disse que “nossas famílias merecem respeito”.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Ladrão se arrepende de crime e diz “vou voltar pra Deus”

Casal de evangélicos teve carro e aparelhos eletrônicos roubados, e se comove com pedido de perdão de criminoso


Ladrão se arrepende de crime e diz "vou voltar pra Deus"
Em Guarapuava, na região central do Paraná, um acontecimento, tanto quanto inusitado, ganhou os noticiários. O casal metodista, Thiago e Cleiviane Sene, teve o carro e alguns aparelhos eletrônicos roubados. Porém, horas depois o automóvel foi encontrado abandonado em um estacionamento de uma loja.
Mas, o inacreditável estava por vir. Dias depois do ocorrido, o ladrão entrou em contato com Thiago e confessou estar arrependido do ato e informou onde estavam os restantes dos objetos roubados.


“Ficou uns 30 segundos sem falar nada, aí começou: ‘quero pedir desculpa pelo que fiz’. Não acreditei muito no começo, daí perguntei da chave do carro. Ele disse que estava no quebra-sol, o que se confirmou. Aí eu acreditei e ele começou a contar a história triste dele e a chorar”, relata Thiago.
Quando o casal chegou ao local e encontrou os pertences e uma carta de próprio punho pedindo perdão. “Minha vida era tranquila. Eu tinha paz, emprego, tudo que precisava, mas me separei de Deus e minha vida virou de cabeça pra baixo. Comecei a beber, perdi meu bebê, o emprego, bati o carro, e a minha mulher quer me deixar. Não justifica o que eu fiz, o mal que causei a vocês. Me perdoem. Vou buscar a Deus”, diz um trecho da carta.
Após a leitura da carta, o casal retirou a queixa e se dispôs a ajudar o homem, que não atendeu mais no número fixo do qual ligou. “A carta que ele deixou pra gente mostra que o caráter dele não é de um malandro. A gente acredita no arrependimento do ser humano. Ele se arrependeu, da nossa parte está perdoado. Eu quero dar essa força pra família dele, tanto espiritualmente quanto financeiramente”, afirma Cleiviane. Com informações G1

Dançarinos tiram a roupa para crianças em escola de Jundiaí

Pais vão protestar na sede da Prefeitura


Dançarinos tiram a roupa para crianças em escola de Jundiaí
Uma apresentação de dança com dançarinos apenas de cueca foi acompanhada por crianças a partir de 04 anos de idade no interior da Escola Municipal de Ensino Básico (EMEB) Luiz Bárbaro, localizada em Jundiaí, em comemoração ao “Dia das Crianças”.
“Na apresentação os bailarinos dançaram ao som de ‘Sabão cra cra’ e, ao final deste ‘clássico’, abaixaram as calças, mostrando a cueca para as crianças”, comentou uma professora. O caso foi denunciado por pais de alunos e mesmo funcionários da escola se sentiram constrangidos.


De acordo com os pais, os bailarinos dançaram ao som do funk “Me Deu Onda” e outras músicas de apelo sexual.  “Nós já estamos organizando uma comissão para protestar no Paço Municipal”, revelou uma mãe indignada, que não quis se identificar.
“O prefeito Luiz Fernando (Machado) tem que explicar o que está acontecendo nas escolas da cidade, pois não é a primeira vez que esse tipo de coisa acontece. Ou ele não tem comando da Educação ou está sendo conivente com essa baixaria”, completou a mãe.
Os dançarinos são uma escola particular de dança, cuja equipe geralmente promove e participa de vários eventos na cidade e, segundo foi apurado, não sabiam que o público seria formado de crianças a partir dos quatro anos de idade.


O episódio gerou enorme repercussão entre católicos e evangélicos de Jundiaí, cidade que tem sido alvo de várias ações de promoção da agenda LGBT, incluindo uma peça de teatro gay para crianças que, num primeiro momento, contou com apoio da Prefeitura.
“Que história é essa que teve show de homem de cueca em escola de Jundiaí? Será que foi uma apresentação da profissão de gogo boy?”, questionou o advogado Alexandre Pereira.
Um grupo de pais procurou o site Gospel Prime para denunciar o ocorrido. Eles contaram que o conselho de pais havia sido informado sobre uma programação em comemoração à “Semana das Crianças”, mas que ninguém falou sobre dançarinos de cueca e coreografia sensual.
Apresentação em comemoração ao “Dia das Crianças”.
Apresentação em comemoração ao “Dia das Crianças”.

“Conteúdo não era impróprio”, diz Prefeitura

Diante do questionamento do site Gospel Prime sobre as reclamações dos pais, a assessoria de Comunicação da Prefeitura de Jundiaí enviou a seguinte nota de esclarecimento:
A Unidade de Educação esclarece que a atividade promovida pela EMEB Luís Bárbaro, no último dia 11 de outubro, foi precedida pela aprovação do conselho de pais da escola, tendo em vista a importância dada ao processo de construção e constituição de vivências coletivas do ambiente escolar.
Dito isso, reitera-se que o trabalho apresentado na ocasião tinha classificação indicativa livre e o seu conteúdo não era impróprio para crianças. De todo modo, e para preservar a reconhecida qualidade de ensino prestada pela EMEB Luís Bárbaro, a Unidade de Educação solicitou à equipe gestora da escola a documentação com o detalhamento completo da atividade, para que o conteúdo possa ser analisado integralmente e esclarecida qualquer dúvida sobre o contexto.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Igreja perseguida, martírio desprezado por cristãos triunfalistas

Orações farão “maná cair do céu” para alimentar cristãos famintos no Iêmen?


Igreja perseguida, martírio desprezado por cristãos triunfalistas
As leituras constantes de relatórios de ativistas e instituições de direitos humanos denunciando a cada vez mais brutal perseguição aos cristãos em países muçulmanos me impede de usar espécie de “clichê gospel” justificando massacres que são vistos por grande parte da Cristandade como uma “normalidade” vaticinada pelas Sagradas Escrituras.
Alguns “cristãos tupiniquins” alegam que não há nada de errado no fato de seus irmãos estarem sofrendo matanças sistemáticas e perseguição, uma vez que, tais eventos foram sobejamente “profetizados”. Além disso, o martírio é concebido como uma espécie de “prêmio” que deve ser enaltecido e jamais lamentado, e para muitos, não há necessidade de se discutir possibilidades de atenuar o sofrimento da chamada “igreja perseguida”.


Sob essa “percepção triunfalista”, a princípio, orações seriam “suficientes” pois fortaleceriam a igreja perseguida na nobre missão de sofrer em razão da fé. E nesse caso, vale lembrar que a “geração gospel” não entende ou não quer entender que seus irmãos não morrem apenas em virtude de conflitos armados e perseguição, mas muitos deles estão carecendo com urgência de assistência humanitária para sobrevivência em ambientes altamente inóspitos.
Assim, sempre vale a pergunta: orações farão “maná cair do céu” para alimentar cristãos famintos no Iêmen? Por sinal, será que a “igreja intercessora” sabe que, apesar de não ser noticiado com destaque pela grande mídia ocidental, a crise humanitária mais grave atualmente está localizada nesse país muçulmano xiita[1]?
São mais de 10 milhões de pessoas necessitando de assistência humanitária imediata no Iêmen, país árabe mais pobre da região. E, se observarmos bem os “princípios” que embasam o cristianismo, deveria haver um esforço no sentido de socorrer não apenas os cristãos, mas, também, uma população carente que está literalmente “morrendo de fome” longe das manchetes internacionais voltadas tão somente para o enfoque de promover a imigração em massa de muçulmanos sunitas – desprezados pelos “senhores da guerra” no mundo muçulmano – para o quase sempre “benevolente” Ocidente multiculturalista.


Por acaso, o leitor tem avistado alguma propaganda de envio de “refugiados xiitas” para o Ocidente? A “lógica humanitária” induziria a ideia de que seria necessário acolher essas vidas, porém, no contexto sectário que envolve as “ações humanitárias” no mundo islâmico, os muçulmanos xiitas são solenemente ignorados, inclusive, pelas potências ocidentais, mais preocupadas em ceder às “chantagens islamizantes” da Arábia Saudita sunita.
Dessa forma, voltando à reflexão proposta acima, cabe indagar: será que “a morte de cristãos devido a fome” seria também “justificável” à luz da Bíblia para a Cristandade brasileira ou apenas a morte pela “espada da jihad”? Vale ressaltar que cristãos carecem de assistência em diversos países, inclusive, não-muçulmanos.
Por outro lado, no contexto de denúncia contra a covarde perseguição dirigida a cristãos, cumpre destacar o trabalho meritoso da instituição católica Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), que em 12 de outubro lançou relatório frisando que os cristãos vivem a pior perseguição de toda sua história[2]. Sob o título “Perseguidos e esquecidos?”, o relatório aduz problemas crescentes em vários países muçulmanos e Estados autoritários como Eritreia e Coreia do Norte. Cabe citar exposição esclarecedora do editor John Pontifex:
“Em termos de número de pessoas envolvidas, a gravidade dos crimes cometidos e seus impactos, é claro que a perseguição dos cristãos é pior do que em qualquer momento da história. Não só os cristãos são mais perseguidos do que qualquer outro grupo de fé, mas em números cada vez maiores estão enfrentando as piores formas de perseguição”.
O mais grave, porém, é haver o reconhecimento de genocídio por alguns governos ocidentais e organizações internacionais, mas não se implementar medidas eficazes de socorro humanitário a esses cristãos, que são abandonados pela ONU, que insiste em não reconhecer o massacre sistemático da minoria religiosa mais perseguida do planeta. De maneira que, é extremamente vergonhoso um país de maioria cristã como o Brasil não se posicionar no sentido de denunciar e condenar o genocídio e a perseguição sistemática contra cristãos e demais minorias religiosas no mundo muçulmano. Em março de 2016, estive em reunião com a equipe do Ministério das Relações Exteriores (MRE), e na oportunidade, requeri pronunciamento do Brasil na Assembleia Geral da ONU a fim de DENUNCIAR e CONDENAR a “Cristofobia”, pelo que o chefe da Divisão de Direitos Humanos do MRE informou que encaminharia o requerimento ao Itamaraty[3]. Todavia, até o momento, o Brasil limitou-se a pronunciar-se duas vezes em Assembleia Geral destacando preocupação com a questão dos “refugiados”, mas, ignorou in totum as desgraças que vivem cristãos em dezenas de países onde a perseguição a minorias cristãs é fartamente comprovada.
Fato é, que o Brasil vive uma verdadeira “batalha ideológica” na defesa de “valores éticos e morais” ameaçados por movimentos esquerdistas profundamente enraizados em grande parte da burocracia estatal e atividades midiáticas. Geralmente, os “debates” salientam questões de “censura”, “ideologia de gênero”, “aborto”, “liberação de drogas” e outros temas semelhantes. A preocupação com o massacre sistemático de “cristãos em terras  distantes” ainda não sensibilizou grandes lideranças, que não tomaram como “interesse de pauta” a visibilidade da “dor de seus irmãos” para pressionar a ONU e foros internacionais a agirem… Aliás, nem mesmo a emergência da “ameaça do extremismo islâmico” impactou a igreja brasileira, que acredita cegamente no vozerio apregoador – típico do senso comum –  de que o país não viverá os problemas ocasionados em países que receberam imigrantes em massa.
Parte da igreja cristã alega uso do “princípio do amor ao próximo” para não se articular objetivando impedimento de imigração em massa facilitado pela nova Lei de Migração num país que não tem estrutura sequer de cuidar dignamente dos seus nacionais, mas, esse princípio é desprezado quando o tema é “socorro” para a igreja perseguida. A “igreja triunfalista”, de modo geral, autoriza abertura irrestrita de fronteiras para atender uma “agenda seletiva da ONU”, que se aliou a países árabes que não recebem seus irmãos refugiados, porém, fecha as “fronteiras da compaixão” a fim de não estender às mãos aos seus “mártires distantes”, que não contam com o “lobby convincente” dos petrodólares usados apenas em função de islamizar o Ocidente.
Concluo lembrando aos omissos cristãos que  a “espada que corta pescoços, lá”, em algum momento “cortará pescoços, cá”… Nesse tempo, faço votos que as “orações” bastem para enfrentar o martírio sem assistência humanitária de outros países, isto, se em nosso Brasil a fé conseguir sobreviver sem obras!
[1] https://www.nytimes.com/interactive/2017/08/23/world/middleeast/yemen-cholera-humanitarian-crisis.html
[2] https://acninternational.org/christian-persecution-rises-historic-levels/
[3] https://ecoandoavozdosmartires.wordpress.com/2016/03/30/evm-convence-ministerio-das-relacoes-exteriores-a-propor-ao-itamaraty-a-inclusao-de-condenacao-da-cristofobia-em-discurso-na-assembleia-geral-da-onu/