segunda-feira, 15 de outubro de 2018


Estamos em guerra contra o comunismo e precisamos vencê-la

O marxismo sempre foi e sempre será um flagelo para a Igreja e para a nação



Estamos em guerra contra o comunismo e precisamos vencê-la

“Guerra” é uma palavra forte, mas quem ainda não foi contaminado pelo delírio marxista sabe muito bem que estamos falando de algo muito maior que uma simples escolha de governantes. Estamos falando da escolha entre a vida e a morte, entre o avanço e a falência, entre uma normalidade civil e uma sociedade patogênica. A história da Rússia e do leste europeu são claros testemunhos históricos, ignorados apenas por aqueles que desejam reproduzir os mesmos infernos.
A Venezuela é talvez o termômetro mais acessível sobre o perigo que corremos. Os que hesitam em usar bem seu voto e nos tirar dos trilhos esquerdistas rumo aos abismos profundos da loucura bolivariana deveriam mudar-se para Coreia do Norte ou Cuba. Melhor desfrutarem por livre e espontânea vontade de seu inferno particular do que obrigar todos a viver nele por causa de sua loucura voluntária.
O Brasil se encontra pela quarta vez diante da esfinge e será devorado totalmente se for tolo diante dela. Às vezes, foram usadas armas nessas guerras, em outras só a astúcia. De qualquer forma, importa fazer a hora mais uma vez e não esperar acontecer.

A primeira guerra

A primeira vez foi em 1935 com a famosa Intentona Comunista, sob a batuta de Luiz Carlos Prestes, num movimento manipulado pela antiga URSS. Em seu manifesto de 5 de julho, ele afirmava que a situação era de guerra e cada um precisava ocupar seu posto. Parafraseou Marx e Engels dizendo no seu manifesto: Vós que nada tendes a perder, e a riqueza imensa de todo Brasil a ganhar… Organizai o vosso ódio contra os dominadores, transformando-o na força irresistível da revolução brasileira. Apesar de toda essa histeria, a derrota deles foi fulminante. Vencida a primeira guerra.

A segunda guerra

A segunda guerra é bem conhecida e também distorcida por todos os meios. Aconteceu em 1964. A ação dos militares teve por finalidade impedir um governo comunista no país. Jango, que seria presidente no lugar de Jânio Quadros, estava na China quando soube da notícia da renúncia. Na China ficou claro seu intento de comunizar o Brasil.
Ademais, Jango fizera na China um pronunciamento radical, em que revelou sua intenção de estabelecer também no Brasil uma república popular [eufemismo para ditadura comunista], acrescentando que, para tanto, seria necessário contar com as praças para esmagar o quadro de oficiais reacionários. De posse de uma gravação desse pronunciamento de Goulart, os ministros militares amadureceram a intenção de impedir sua ascensão ao poder.
A ação militar impediu nova vitória do comunismo. Só enganados e enganadores diriam o contrário. Mais uma vez o Brasil foi salvo.

Terceira tentativa

A terceira tentativa foi a dos terroristas que com o auxílio de Cuba e URSS tentaram derrubar o governo por meio das guerrilhas. Ainda que a atual historiografia brasileira tente negar por repetição que o céu é azul e o sol amarelo, é óbvio que os que lutaram contra o regime militar nada mais queriam do que uma ditadura aos moldes da cubana.
Quanto à revolução brasileira, Cuba apoiou a formação de guerrilheiros, desde o momento que assumiu o papel de exportar a revolução, quando o Brasil vivia sob o regime democrático de João Goulart, ou seja, antes da instauração da ditadura.
Essa nova batalha teve duas consequências. Por um lado produziu os Atos Institucionais que marcaram o período de luta contra o comunismo. Mas não foi só isso.
Houve algo mais sutil. Desde o princípio surgiu uma dúvida sobre a estratégia de vencer o governo instituído. Seria a luta armada o melhor caminho? Ou era melhor tentar a vitória gradativa por meios democráticos? Por fim uma boa parte do movimento comunista optou pela luta armada. Subterraneamente, porém, muitos intelectuais marxistas continuaram atuando na educação e na cultura, preparando o que provocaria essa quarta guerra da nação contra as intenções comunistas.

A quarta guerra

Quando uma ideologia que acredita na “ditadura do proletariado” como a solução dos dilemas humanos fala em “democracia”, é bom desconfiar. De fato, a abertura democrática reivindicada nada mais era do que a oportunidade para uma nova tentativa de “tomada de poder” pelos crentes marxistas. Um misto de manipulação cultural, ocupação de espaços e agressividade política fez com que a agenda mais uma vez avançasse. No cronograma da seita principal, o poder quase absoluto já deveria ter sido conquistado. Felizmente, mais uma vez não deu certo e estamos em meio à uma guerra que precisa novamente ser vencida.
O marxismo sempre foi e sempre será um flagelo para a Igreja e para a nação. É preciso que a voz e o voto estejam conscientes do que está em jogo. Mais do que um candidato, estamos escolhendo um destino. Não apenas um destino individual, mas coletivo, nacional. E mesmo que muitos, dentro do próprio país, estejam remando em direção contrária, ou por ingenuidade ou por maldade, cabe àqueles que veem as coisas claramente, agir com sanidade e salvá-los deles mesmos.

O papel da Igreja

Vale lembrar que na década de 1960, Deus levantou homens como o pastor Enéas Tognini para que a Igreja orasse contra o comunismo. E Deus ouviu a oração de seu povo. Do mesmo modo, durante as décadas de 60 e 70, houve um avivamento no Brasil. E muitos jovens, cheios do Espírito Santo, agiram no sentido de deter a onda comunista que já atuava nas universidades. Agora é a nossa vez.
Eu concordo com alguns, como Martin Lloyd-Jones, que Deus pode usar o comunismo para lidar com a Igreja. Mas também creio que Deus é poderoso para usar a Igreja, mais uma vez, para lidar com o comunismo. O marxismo pode usar nomes e táticas diferentes para alcançar o domínio totalitário pretendido, mas sua essência anticristã permanece a mesma. E a igreja está aqui para se opor a isso.
 AUGUSTO, Agnaldo del Nero. A grande mentira. Rio de Janeiro: Bibliex, 2001, p. 40
 Op. Cit. p. 71
 ROLLEMBERG, Denise. O apoio de Cuba à luta armada no Brasil. Rio de Janeiro: MAUAD, 2001, p. 19
 LEWIS, Paul N. Renovação na Igreja Brasileira. Americana: Impacto Publicações, 2013, pp.101, 102
 LLOYD-JONES, Martyn. Do temor à fe. São Paulo: PES, 2008

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Haddad agora busca apoio de evangélicos e da CNBB

Mudança de estratégia para o segundo turno inclui afastar-se de Lula


Fernando Lula Haddad
Poste de Lula. (Foto: Divulgação)
Após uma avaliação da campanha no primeiro turno, onde teve 29,28% dos votos válidos, o Partido dos Trabalhadores já trabalha com uma mudança de estratégia. A primeira delas é tentar afastar a imagem do candidato Fernando Haddad de Lula. Além de parar de visitar o ex-presidente, preso em Curitiba onde cumpre pena por corrupção e lavagem de dinheiro, irá falar menos sobre ele.
Também deve passar a usar mais as cores verde e amarelo no material de campanha, minimizando o vermelho que sempre caracterizou o partido. O discurso também será adaptado para tentar atrair os mais conservadores.
Segundo a Folha de São Paulo, “A sigla também vai alardear que o programa de Haddad converge com o que prega o cristianismo, principalmente no cuidado com os pobres. Outro mote são os costumes. O casamento de 30 anos será comparado ao histórico de ex-mulheres de Bolsonaro para dizer que, se há uma família tradicional na disputa, é a do petista”.
Um mapeamento das igrejas evangélicas que já fecharam com Bolsonaro também foi feito e Haddad busca aproximação com pastores e líderes de denominações que ainda não se posicionaram. Um encontro deve ocorrer na próxima semana, mas não foi divulgado quem estará presente.
Reconhecendo que o voto religioso foi importante para garantir os 46% de Bolsonaro no primeiro turno, além de pastores a coordenação da campanha de Haddad pediu um encontro nos próximos dias com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
O objetivo seria capitalizar em cima da declaração da entidade que os fiéis optem por nomes que “defendam a democracia”, um rótulo que Haddad tenta atrair para si. Talvez não seja tão fácil, uma vez que seu partido defendeu várias ditaduras nas Américas e na África quando estava no poder.

Bolsonaro tem mais que o dobro de votos de Haddad entre evangélicos

Análise de dados da pesquisa mostra preferência consolidada


Jair Bolsonaro e Fernando Haddad
Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. (Foto: Divulgação / Montagem)
Na pesquisa mais recente publicada pelo Datafolha, a preferência dos eleitores evangélicos por Jair Bolsonaro (PSL) é mais que o dobro do que os que apoiam Fernando Haddad (PT).
Levando em conta somente os votos válidos (exclui brancos/nulos e indecisos), o capitão reformado tem 70% das intenções nesse segmento, e o petista os outros 30%. Ciente disso, o ex-prefeito de São Paulo vem procurando aproximação com pastores e igrejas que ainda não se posicioaram.


Já entre os católicos, Bolsonaro também vence, mas a margem é bem menor: 46% contra 40% de Haddad. Somados, evangélicos (31%) e católicos (55%) são o maior bloco religioso do Brasil.

Estratificação

pesquisa do Datafolha permite ainda que se olhe para o desempenho de Bolsonaro entre os pentecostais (63%). É desse grupo que veio o apoio da maior denominação evangélica do país: a Assembleia de Deus, com mais de 20 milhões de membros.
Pastores assembleianos conhecidos, como José Wellington Bezerra da Costa, do Ministério Belém, o maior de todos, e Silas Malafaia, do Vitória em Cristo, declararam apoio publicamente ao pesselista.
Entre os neopentecostais, advindos de igrejas como a Mundial do Poder de Deus, Bolsonaro é a escolha de 55% dos entrevistados. Edir Macedo apoiou Bolsonaro na reta final do primeiro turno, enquanto Valdemiro Santiago só aderiu depois de o resultado ser divulgado no último domingo.
Considerando o público das chamadas igrejas evangélicas tradicionais (batista, metodista, Presbiteriana), Bolsonaro tem 58%.
O Datafolha perguntou ainda se o endosso da evangélica Marina Silva (Rede) afetaria sua escolha. Apenas 12% indicaram que sim. Ela já disse que no segundo turno apoiará Haddad que, como ela, foi ministro de Lula.
A margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos. O Instituto ouviu 3.235 pessoas em 227 municípios do país nesta quarta-feira (10).

PT quer punição a pastores que fazem discurso “pró-Bolsonaro” em igrejas

Tribunal Superior Eleitoral pode punir o que considera “abuso do poder religioso”


Pastor orando por Jair Bolsonaro
Pastor orando por Jair Bolsonaro. (Foto: Reprodução / Instagram)
A informação veiculada pelo jornal O Estado de São Paulo nesta terça-feira (9) é que a cúpula do Partido dos Trabalhadores pretende pedir “maior rigor” ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em relação aos pastores que estariam usando suas igrejas para pedir votos para Jair Bolsonaro (PSL).
Um dos argumentos usados é uma matéria veiculada pelo jornal Mensageiro da Paz, da Assembleia de Deus, maior denominação do Brasil. O material trazia uma tabela comparando o que pensa cada presidenciável sobre “questões de interesse dos cristãos”.
Jair Bolsonaro é o único que aparece contra o aborto, o “casamento gay”, a liberação das drogas e a ideologia de gênero. Veiculada no início de setembro, o nome de Fernando Haddad não aparece pois ele ainda não era oficialmente candidato.
Tabela dos presidenciaveis no Mensageiro da Paz
Tabela dos presidenciáveis no Mensageiro da Paz.
Para o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Marcelo Ribeiro esse tema ainda é novo no direito eleitoral. Ele diz que o TSE deve punir o que considera “abuso do poder religioso”.
Ao longo da campanha do primeiro turno, um número crescente de líderes cristãos se posicionou abertamente em favor de Bolsonaro.
Cientes da inclinação comunista das propostas do PT e as promessas de “avanço” em causas progressistas que são frontalmente contra os valores cristãos, muitos decidiram abraçar a campanha do capitão em vídeos na internet.
Alguns dos nomes mais conhecidos são Cláudio DuarteSilas Malafaia (AD Vitória em Cristo), Samuel Câmara (Convenção da Assembleia de Deus no Brasil), bispo Edir Macedo (Universal), José Wellington (CGADB), R.R. Soares (Igreja Internacional da Graça de Deus), apóstolo Rina (Bola de Neve), Estevam Hernandes (Renascer em Cristo) e Robson Rodovalho (Confederação de pastores do Brasil).


“Apoio de Bolsonaro a Israel é a chave desta eleição”, afirma pastor

Josimar Salum lembra que o mesmo ocorreu com Donald Trump nos EUA




Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro. (Foto: Divulgação)

O pastor Josimar Salum, líder da Kings Net [Rede dos Reis], é um brasileiro radicado nos Estados Unidos, mas que mantém laços estreitos com igrejas daqui. Acompanhando as campanhas eleitorais tanto de Donald Trump quanto de Jair Bolsonaro, vê muitas semelhanças entre elas.
“Deus tem um plano eterno para o Brasil. Seus planos são de paz e não de mal, para dar ao país um futuro e esperança”, afirmou o líder evangélico em entrevista ao Gospel Prime.
Ainda segundo, Salum, existe um princípio espiritual em jogo, que a maioria dos políticos ignoram. “Deus diz em sua Palavra: Eu abençoarei aqueles que te abençoarem”, destaca, avaliando que “não vejo nenhum homem ou nenhuma nação na história da humanidade que não tenha sido abençoado por abençoar Israel”.
Ele acredita que a vitória de Trump em 2016, contra todos os prognósticos, teve seu início quando o bilionário incorporou em sua campanha a promessa de mudar a embaixada para Jerusalém e reconhecer a cidade como capital israelense.
“Israel é a chave desta eleição no Brasil! Foi assim nos Estados Unidos. Bolsonaro esteve em outubro de 2017 em nosso encontro de pastores aqui na Nova Inglaterra, berço dos grandes avivamentos. Ele prometeu que Jerusalém será sede da embaixada do Brasil em Israel”, lembra.
Bolsonaro tem dito repetidas vezes que vê no uso da tecnologia israelense uma solução para a seca do Nordeste. O clima desértico de ambos é muito parecido. “O Nordeste florescerá como floresceu os desertos de Israel”, antevê o pastor Salum.

Aliança profética

A boa relação do Brasil com Israel foi abalada pelas decisões tomadas pelos governos de Lula, Dilma e Temer. Além de reconhecer a Palestina como nação independente, votaram consistentemente contra Israel nas Nações Unidas.
“Isso será revertido”, insiste Salum. “Quando o Brasil, na pessoa do embaixador Osvaldo Aranha liderou a sessão da ONU, em 1947 preparou o caminho para o nascimento do Israel moderno, uma aliança foi forjada. Não há como o plano eterno de Deus ser frustrado”, destaca.
Seu desejo é que a Igreja permaneça vigilante e continue intercedendo, não por depositar sua esperança em um candidato, mas por entender que o que está acontecendo no Brasil nos últimos anos é uma resposta de oração.
“Deus age dependendo das ações de seu povo. São anos e anos de busca intensa ao Senhor, de vigílias e jejuns sem número, e chegamos até aqui. Somos 40 milhões de evangélicos. A Igreja precisa de um grande arrependimento para receber um grande avivamento. Mas eis espalhados em todo canto um remanescente fiel. Deus ouve as orações e tem compaixão de Sua nação”, sentencia.

Queda da corrupção

Obviamente, Israel não é a única pauta dessas eleições. O mais constante é o combate à corrupção, assunto que ocupa a mídia desde que teve início o trabalho da Lava Jato, que expôs ao mundo o que ocorria nos bastidos do poder no Brasil.
Tendo participado de movimentos de oração nesse sentido há muitos anos, Josimar acredita que ainda veremos “uma reação violenta das trevas”. Este é um desafio para a Igreja brasileira. “Não é preciso ter medo. Um espírito de medo tem sufocado milhões de vozes no país, mas isso está sendo destruído”, assegura.